Pior do mês ou melhor da semana? Para entender um pouco do mercado de ações
Pior do mês ou melhor da semana?
Caro
Leitor,
Você
deve ter lido a manchete:
Ibovespa
termina janeiro como o pior investimento, queda de -6,79% no mês.
Essas
consolidações mensais são especialmente perigosas, pois não dão conta das
nuances semanais.
A
informação não bate com nossa impressão mais atualizada sobre a Bolsa.
Afinal,
a última semana do mês foi impressionantemente lucrativa para o investidor em
ações brasileiras.
O
índice subiu +6,24% em apenas quatro dias de pregão, retomando rapidamente os 40
mil pontos.
Graças
principalmente - quem diria?! - a um apartamento no Guarujá.
Sim,
parece anedótico, mas assim funcionam as relações de causa e efeito no mercado
financeiro.
Quando
você menos espera, a reforma de um sítio em Atibaia faz seu papel preferido
subir de R$ 36,56 para R$ 41,48 em poucos dias.
De
repente, você dorme injuriado e acorda com um lucro de +13,45%.
Maluco,
né?
Compreendemos
bem essa dinâmica de Bolsa, e não achamos tão maluca assim.
Basta
uma coisa para não enlouquecer: ter convicção em suas apostas.
Quanto
a isso, posso lhe garantir: estamos convictos.
Talvez
você se lembre de nossa tese de Virada de Mão, mais vigente do que nunca.
Espero
que se lembre sim, pois os analistas financeiros precisam ser continuamente
cobrados por suas recomendações.
Na
referida tese, indicamos as quatro ações mais aptas a surfar a recuperação da
renda variável, quando o Ibovespa negociava próximo aos 42 mil pontos.
Desde
então, o índice caiu para 38 mil, despertando a impaciência em alguns
leitores.
Agora
que voltamos aos 40 mil, esses mesmos leitores se mostram aliviados e
esperançosos.
Esse
tipo de atitude, volátil, só atrapalha na tomada das melhores decisões em
Bolsa.
O
sujeito irriquieto sempre acaba vendendo na baixa e comprando na alta. É o
perdedor por natureza.
Enquanto
isso, os ganhadores comem quieto.
Sem
fazer alarde com baixas e altas momentâneas, seguimos convictos de que existem
ações muito descontadas neste momento.
Estupidamente
descontadas.
Isso
não significa que todas as ações brasileiras estão baratas.
Nem
significa que as ações baratas não podem se tornar ainda mais baratas por um
breve período.
Significa,
apenas, que temos que ter a paciência para comprar aquilo que faz sentido, e
esperar.
Podemos
esperar ansiosos, fritando os miolos a cada minuto de pregão.
Ou
podemos esperar tranquilos, sem pressa.
Eu
prefiro a segunda alternativa.
Há
muita ocultação de patrimônio por aí, que não sei quando será revelada.
Aos
preços atuais, o tempo da justiça está rápido o bastante para mim.
Até
a próxima!

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